DIFÍCIL É, IMPOSSÍVEL NÃO, PRODUCENTE, VIA-DE-RÉGRA
Principalmente na minha adolescência e juventude ouvi várias vezes papai e também vovô dizerem: “toca-se na cangalha pro burro entender”. Na época não me atinha muito em aplica -lo em alguma circunstância onde ele se encaixasse, hoje, quando resolvo escrever, recordando alguns acontecimentos que, basicamente passou-se comigo, creio que, com todo respeito, ele vem a calhar. Primeiro o burro não é tão burro, ele entende alguma ou algumas coisas é óbvio, desde que ensinado, treinado, mas sempre precisa receber o toque para entender.
Nós humanos quantas vezes precisamos de um toque para entender algo a vista de uma decisão DIFÍCIL e é bom que este toque venha da parte de Deus, pelos meios que são infalíveis, sua Palavra e oração, mas não impede que venha de alguém, bem intencionado e com uma bagagem de experiências e conceito e ai, se serve ótimo se não, se descarta de preferência numa decisão oculta; caso, eventualmente, haja alguma cobrança ou questionamento, creio que em ter procedido de alguém com experiência, não deverá haver problemas.
Depois deste preâmbulo espero que o que segue poderá contribuir para ajudar alguém ou alguns ( em se tratando de um grupo) para alguma decisão DIFÍCIL mas não IMPOSSÍVEL e via-de-regra, PRODUCENTE.
Tive o privilégio de começar a cooperar com o presbitério na minha juventude e me licenciei depois de muitos anos por alguns motivos e naquela altura, 2001, o que me confortou foi a leitura do vs. 6 do Salmo 81, pois o peso só era maior quando na minha fraqueza (será?) encontrava dificuldade para concordar com o grupo em alguma atitude e isto levava a tomar alguma decisão isolada (quando possível, antecipada) ou concordar com aquela que basicamente discordava. Entre estas, depois de convencer os companheiros (papai e Armando) falei com o irmão, querido e saudoso, Laurindo José dos Santos que todas as quintas-feiras, à noite, vinha para M. Velho e V.Baeta para visitas, a batizar, por aspersão a também querida e saudosa irmã Cristina Apolinário, já há tempo convertida mas ainda traumatizada com o afogamento de um filho e problemas cardíacos, não tinha coragem de descer às águas. Por mais que nos esforçasse a convencê-la que se por ventura viesse a falecer ela já tinha certeza e esperança da vida eterna com Cristo, ela afirmava que queria viver mais tempo até ver todos os seus filhos convertidos (naquela altura já tinham se convertido a Ana {mãe do irmão Devanir} e a Elza; o irmão Laurindo aceitou a incumbência e numa reunião que realizávamos as terças-feiras em sua casa, diante de um grupinho de irmãos e irmãs ela foi batizada e no próximo domingo, recebida para tomar a ceia que de há muito ela ansiava. Viveu bastante tempo almejando ver a mais velha convertida mas,partiu antes de alegrar-se com isto (só na eternidade); Maria, falecida recentemente no Abrilac, converteu-se antes de partir. Quando o irmão, queridíssimo e saudoso, Henrique King voltou da Inglaterra, dentro do Gordini, estacionado numa Praça atrás de sua casa (a 1ª em S.B.do Campo), relatei pra ele o que havia acontecido em sua ausência; quando julguei que havia finalizado, ele me perguntou: “mais nada?”, acionei a “bobina” e narrei, com uma enorme expectativa e outros, o que ele almejava ouvir da minha própria boca. Consegui fixar minhas vistas em seu rosto e notei aquele sorriso característico dele, expressado em sua boca (com dentição linda que ele possuía), e dizendo: “Está bem, foi bom”. Dai o alivio foi total. DIFÍCIL mas não IMPOSSÍVEL e PRODUCENTE.
Há poucos dias um querido irmão e amigo, do nosso convívio aqui em V.Camargo- Curitiba, chegou em casa, como faz de forma bem frequente, e eu estava com o computador exibindo o Facebook e estava vendo a foto de um casal com sua filhinha, novinha, nos braços da mãe. Este irmão, viúvo, está planejando seu 2º casamento com uma irmã, viúva também, que naquela tarde também se fazia presente na visita. Aproveitei e narrei a peripécia para cooperar e conciliar com um casamento onde (ele, a despeito de ter nascido nas dependências da Casa de Oração de Jd. Botucatu, especial, não é realmente confesso; ela católica e não abria mão de casar na Igreja a que pertencia, mesmo). O casamento foi realizado no Templo da Igreja Metodista do Sacoman, cujo Pastor, amigo, era companheiro de trabalho na APEC-Ipiranga que convidou o Pároco da Igreja da noiva para participar da cerimônia. O que ele fez? Na oração final o Pastor colocou a mão dele na cabeça da noiva e ele na do noivo e orou e o Pároco disse: Amém! O irmão visitante logo emendou (e ouviu a reação de insatisfação da noiva): “ e a Bíblia de que lado ficou?”. Devolvi a pergunta: “Bíblia pra quem, pra eles?” Hoje, que eu saiba, continua no mesmo estado espiritual mas casados,felizes, muito mais agora com a filhinha e eu, Jd. Botucatu, especialmente os pais (Jovani e Enedinha - queridos), continuamos na expectativa da conversão deles – esforço PRODUCENTE , provera Deus que sim.
Não sei que proveito possa advir destas narrativas para os meus queridos líderes (Jd. Botucatu – irmão Washington (já estávamos juntos quando me licenciei e em seguida vim para Curitiba) e irmão Alexandre uma joia entre nós desde o seu primeiro aniversário (comemorado na edícula de Jd. Botucatu, quando só a vovó, vizinha, era membro da Assembléia de Deus, próximo dali e havia travado uma boa amizade com a irmã Alice/João Vieira- 1ºs zeladores). Aqui em Curitiba- V.Camargo, os queridos Rudolfo, Gilmar e recém integrante, Clésio e outros que estão atuantes em lugares onde estas experiências poderão ser lidas e surtir algum efeito, se positivo, espero que sim, para honra e glória do Senhor Jesus Cristo, Senhor da Seara.
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