terça-feira, 19 de abril de 2011

O MURO DIVISOR

O MURO DIVISOR
Li um comentário, hoje, (Andar Diário- RBC), que estava encimado com este título e tinha como base a leitura de Efésios 2:11-22; 4:1-3, e lembrava da queda do muro de Berlim – 09/11/1989; marquei o livreto em três lugares ( chamou-me à atenção  a forma da colocação das expressões): “A morte e ressurreição de Jesus permitiram reconciliação entre homens e homens e entre homens e Deus” (2:16); “... o Espirito Santo de Deus vivendo entre e dentro de nós” (2:22); “ A unidade entre os cristãos é o resultado de sua união com Cristo”
Esta última anotação é que motivou-me à escrever. É fato que um convívio com outros irmãos, notadamente pentecostais, é  difícil (não impossível); lembro-me de dois ajuntamentos, numa comemoração do Dia da Bíblia ( 2º domingo de dezembro), um  ( o 1º),mais para trás, foi prejudicado pela chuva; tínhamos conseguido um palanque cedido e montado pela Prefeitura (Regional do Ipiranga) em uma Praça no começo da Via Anchieta- SP, e convidamos o Grupo Elo (irmão Jayrinho e componentes); ainda assim as igrejas se fizeram presentes com suas faixas de identificação e um coral, formado com membros da Batista, Presbiteriana, Metodista e Casa de Oração (Rua Beta); neste encontro, se bem me lembro, não convidamos os irmãos pentecostais; não foi como esperávamos mas valeu o esforço e cooperação de todos. No segundo, agora em Jd. Botucatu, juntamos- nos com algumas igrejas pentecostais, cujos líderes conhecíamos e tínhamos um bom relacionamento com alguns deles; foi tudo muito producente especialmente a distribuição de literatura e bíblias porém, no louvor, a diferença era notória (não sei se para os não decididos à Cristo, que estavam vendo e ouvindo), mas para nós, causou um certo desconforto.
Creio que afora o convívio, não deveria haver qualquer outro impedimento, no respeito e comunhão possível (estou lembrando do irmão, precioso, Jabes de Alencar – (Pastor  da Igreja  Assembléia de Deus do Bom Retiro-SP, um dos companheiros de ministério do Pastor Silas Malafaia), na convocação e criação do, creio, Conselho dos Pastores em S.Paulo – disse: “ o que nos une é Cristo e o que causa divisão é um “murinho”, que seria até fácil de transpô-lo, mas  prejudica nossa comunhão plena - mas no céu, sem problemas)”
Creio, também, que não deveríamos endossar criticas  dos incrédulos; quando o crente, em sua fraqueza pensar em fazer isto, deveria lembrar-se que, de uma certa forma, está depreciando o  trabalho do Espirito Santo de Deus e do Senhor Jesus Cristo que é “cabeça da igreja”. Há uns dias atrás, (onde congrego agora – Curitiba- V.Camargo-PR), “felizmente” não estava presente, numa reunião de sábado, dirigida por um irmão novo na fé, o qual ousou ler uma reportagem da VEJA,  que tinha como alvo um servo de Deus, conferencista, bem conhecido, na qual descrevia “status” (patrimônio) dele; a leitura foi feita, (segundo relato que ouvi depois), como critica, e mais a frente, infelizmente, a critica daquele irmão foi lembrada num estudo da Escola Dominical,  (sem detalhes), por um irmão de mais experiência; – para mim,  repasse de critica de incrédulos e  ímpios, é deplorável, repugnante. Tenho uma triste lembrança de discriminação “cristã”, há mais ou menos 40 anos, que me causou tristeza e aborrecimentos. Era uma reunião mensal, realizada no Acampamento Betel - SP, coordenada pelo querido  e saudoso  irmão Luiz Soares (presentes até “doutores” na Palavra de Deus -  alguns já  partiram); a uma certa altura, estava-se criando um problema para irmãos simples (culturalmente e na Palavra) pois, dava-se a entender que, a Obra Redentora do Senhor Jesus, tão grandiosa e tão ampla e abrangente, era “só” para a CASA DE ORAÇÃO  - IGREJA DOS IRMÃOS, - o que resultou em um publico protesto e questionamento de minha parte. Infelizmente, isto ainda me desgosta e desgasta e muito, prova: -  este meu escrito. Há alguns dias atrás, escrevi sobre o título: “DIFÍCIL é, IMPOSSÍVEL, não, PRODUCENTE, via-de-regra”. Que o Senhor da Seara nos ajude através  de seu Santo Espirito, que habita em nós, a termos uma conduta  sábia, compreensiva e amorosa, dentro desta esfera cristã atual.

 

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