quarta-feira, 27 de abril de 2011

“...NEM SEI DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO”. – Marcos 14:68

“...NEM SEI DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO”. – Marcos 14:68

Lendo isto, nesta manhã,  comecei a conjecturar – será que Pedro não estava entendendo mesmo? Por mais que aquela criada falasse  “enrolado” ou algum dialeto estranho para ele, não daria, pelo menos, para  acionar o  “desconfiometro”  e consultar a consciência?
Creio que isto poderia ser consequência do início da sua “descida da  ladeira” A esta altura já não dava para ele entender, mesmo que a fala fosse a mais precisa, - falada na melhor forma gramatical possível.
Pensei, quantas vezes já ocorreu com migo e creio com outros, na sua carreira cristã – lemos, relemos e por fim, “não entendemos” e ai,” descemos a ladeira também”.                               
Pedro, sem se aperceber, creio, estava dando tempo-ao-tempo, para o final da descida – “o galo cantou e ele chorou” Ainda bem que o choro existe, também, para estes momentos e via-de-regra,  podem ser prova de um verdadeiro arrependimento. Que o Senhor nos ajude para, em acontecendo algum deslize  em nossa caminhada, tenhamos está disposição  de chegar ao choro de arrependimento e prosseguir firme, como aconteceu com o apóstolo Pedro.

Gostaria de aproveitar o “gancho” do “não sei do que você está falando” para mais uma  “VELHAS RECORDAÇÕES PRESENTES”, ainda resultado da convivência com o irmão, saudoso, Laurindo José dos Santos. Ele trabalhou muitos anos em uma Laminação, em S.Paulo, cujo proprietário era  de origem russa  (mano Orlando diz que era alemã; se alguém souber o certo, por favor, me informe). Nesse tempo ele aprendeu a língua e se comunicava com o patrão.
Era um evangelista, colportor (distribuidor de Bíblias e literatura), sábio nas escrituras – sempre levava em seu bolso, um folheto já “engatilhado” para ser entregue à alguém. Numa destas, ele viajava num Bonde-Camarão – há uns 50 anos atrás - ( como eu gostava, especialmente naquele trajeto de Moema para o Ibirapuera- SP; a velocidade que o motorneiro imprimia, creio, era a máxima – chegava a jogar para os lados, dando a impressão que ia tombar). Duas damas da sociedade, creio, vestidas conforme sua origem, conversavam, e o assunto era sobre uma vizinha de ambas – irmão Laurindo só na escuta; pouco antes de deixar o Bonde, que seguia até a Praça João Mendes, puxou o folheto e pediu licença para àquelas senhoras, em russo, e rogou que aceitassem-no e  lessem o mesmo. Elas colocaram as mãos no rosto  e exclamaram: “ ele ouviu tudo que falamos da nossa vizinha” e lhe disseram que estavam surpresas pelo fato de um “negro” falar a língua delas pois, em seu país, não há- (havia?)- negros. Creio que o tempo já era pouco para ele explicar,” tintim-por-tintim” o porque  dele saber falar no idioma delas. Mas quero crer que não deixaram de ler aquele folheto e não se esquecerem, tão fácil, daquela experiência;  quem sabe, na eternidade, elas lá estejam e seja uma daquelas surpresas,  gratificantes, para honra e glória do Senhor  Jesus e acréscimo ao galardão do nosso querido e saudoso, Laurindo. Amém.   (sobre a eternidade, quem sabe, me animo a escrever uma experiência que me levou a vislumbrar, num dia (eterno – mil ou mais, anos), em que eu me depare com Laurindo e Benedito, andando juntos, para dar-lhes aquele abraço; (eles foram os ministrantes em uma conferência, na Igreja Metodista do Sacomam- Ipiranga – SP., pelos idos de 1950) - Tonico.

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